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Visita ao Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II

20 Mai 2015

 

    Na tarde do dia 21 de abril, as turmas do 10.º A, do 11.º B e do 2.º ano do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva deslocaram-se ao Centro de Apoio a Deficientes Profundos João Paulo II, em Fátima, com o intuito de consciencializar os alunos para algumas das profissões relacionadas com a sua área de formação vocacional, e para que tivessem a possibilidade de contactar diretamente com algumas das funções, que um dia poderão vir a desempenhar, nomeadamente, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, assistência social, animação sociocultural, psicologia, entre outras. Neste âmbito, os alunos tiveram a possibilidade de poder colocar algumas questões aos profissionais da instituição e percecionar, de outra forma, a exigência de cada uma das funções desempenhadas, consciencializando-os para a realidade quotidiana de uma entidade com estas características. 
    Numa fase inicial, os alunos tiveram a possibilidade de visitar a Escola da instituição, a qual possui cinco turmas de cinco elementos cada, sendo que cada uma delas é acompanhada por uma professora e uma auxiliar. Posteriormente, os alunos visitaram o Lar e contactaram com a dinâmica e organização do quotidiano dos utentes. Note-se que esta instituição, com características únicas no país, possui cerca de 200 utentes, dos 4 aos 68 anos, que não possuem, na sua maioria, família ou qualquer apoio exterior tendo muitos deles sido abandonados, por falta de estruturas familiares e/ou financeiras. Assim, não será surpreendente que todos os alunos tivessem mencionado que este centro, além de uma entidade de apoio, é, em primeira instância, uma grande família. 
    Na sequência da visita, foi sugerido aos alunos da nossa escola que fosse feita uma reflexão sobre aquela tarde e, de forma unânime, muitos consideraram que a visita a este centro foi um despertar para a realidade, aquela que está, muitas vezes, mais distante do nosso quotidiano, que muitos desconhecem, mas sobretudo aquela que muitos ignoram. Os discentes do nosso Instituto referiram que aquele espaço lhes permitiu adquirir a verdadeira perceção da pequenez dos seus problemas, do que é ser realmente frágil, da importância de um sorriso e da simplicidade a que pode estar associada a palavra felicidade. Interessante como muitos referiram que, depois disto, “é imperativo que se dê mais valor à vida, é preciso vivê-la e valorizá-la, valorizando-nos e reconhecendo isso todos os dias”.
    Percecionar da parte dos nosso jovens, o encarar deste espírito como uma máxima de vida, mostrou que esta visita foi uma lição tão ou mais marcante que aquelas que se cingem às quatro paredes de uma sala de aula. 
    Durante a nossa receção nenhum dos pacientes se deixou intimidar pela sua diferença e em resposta faziam-se valer de um sorriso de acolhimento caloroso à “sua casa”. 
    Em relação ao motivo da ida, quando questionados sobre a importância deste tipo de iniciativas na tomada de decisão relativa à escolha de um futuro profissional, muitos dos alunos assumiram que a visita foi marcante, pois permitiu, no local, verificar a utilidade das várias vertentes profissionais, daí que tivesse sido referido que a frequência deste tipo de iniciativas fosse pertinente. Além disso, permitiu uma tomada de consciência  para a importância de profissões canalizadas para o bem-estar dos outros, através de um trabalho de proximidade, que apesar de aqui não culminar em resultados rápidos, pois debate-se antes com a necessidade de se evitarem retrocessos no desempenho postural e físico dos pacientes, é um trabalho diário muito gratificante. Aqui cada pequeno progresso é visto como uma vitória e um combate à regressão dos pacientes. 
   Muitos dos jovens visitantes reconheceram que o amor, o carinho e a generosidade demonstrados por todos os funcionários eram louváveis e incondicionais, pois nenhum esquecia que cada criança, independentemente das suas limitações físicas, tem gostos e vontades próprias, o que, à partida, já dignifica as capacidades de todas aquelas pessoas e lhes dá oportunidade de serem os atores do seu percurso de vida.
    Por fim, resta referir que, para todos sem exceção, a tarde foi muito emotiva e marcante, tendo-se tornado uma experiência enriquecedora a nível pessoal para ambos os intervenientes. Em relação aos nossos alunos foi dada a oportunidade de percecionarem a importância da integração/inclusão social, bem como da prática de uma cidadania ativa, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento do Plano Nacional Rodoviário. Em relação aos pacientes da instituição a alegria com que nos receberam e o feedback demonstrado, aquando da partilha do momento final entre todos, com o cantar de uma mera música, garantiu que gestos simples têm para eles uma força motivacional enorme e que um simples gesto nosso faz a real diferença. 
 
Profs. Tânia Nunes e Ana Sílvia Malhado